Rei da Judéia
nomeado pelos romanos teria vivido até 4 a.C.
Descoberta veio após mais de 30 anos de escavações.
Uma antiga
escadaria usada num cortejo fúnebre real levou um arqueólogo
israelense a desvendar um mistério de 2.000 anos, a localização da
tumba de Herodes, o Grande, considerado pelos romanos como "Rei dos
Judeus".
Ehud Netzer, pesquisador da Universidade Hebraica de Jerusalém,
disse nesta terça-feira (08/05/2007) ter encontrado o sarcófago do
rei, que governou a Judéia entre cerca de 37 a.C. até sua morte, em
4 d.C. A peça havia sido danificada, provavelmente por judeus que se
rebelaram contra Roma entre os anos 66 e 72.
Em entrevista
coletiva um dia depois do anúncio da descoberta pela universidade,
Netzer disse que os restos do monarca devem ter desaparecido quando
os rebeldes invadiram a tumba em Herodium, onde ficava o
palácio-fortaleza de Herodes, perto de Jerusalém.
Herodes tem um lugar especial na história bíblica. Ele reconstruiu o
templo judaico de Jerusalém, e o Evangelho de Mateus diz que ele
ordenou o "Massacre dos Inocentes", a morte de bebês do sexo
masculino em Belém, a cidade natal de Jesus, porque temia perder seu
trono para um novo "rei dos judeus".
Netzer passou cerca de 30 anos procurando a tumba em Herodium.
Herodes, nascido por volta de 74 a.C., havia escolhido ser sepultado
na fortaleza do deserto, que ele construiu por volta de 23 a.C. e
que era usada como seu palácio de verão. O local, na atual
Cisjordânia ocupada, foi encontrado graças à antiga escadaria que
leva ao topo de uma colina
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